segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mafalda, Inês, Eva, Madalena, Margarida, João, Luís, Tiago, Rita...


A minha filha fez, estas férias, pela primeira vez, amigas por si mesma.

Pela primeira vez na sua vida tem amigas feitas por ela e não apenas os filhos e filhas dos nossos amigos, que lhes são oferecidos por amigos quase por inerência.

A sua primeira amiga [amiga dela. mesmo dela. por mérito seu] chama-se Inês.
Chamava por ela ainda pelo caminho de casa até à praia. Chamava por ela durante o sono até.
Hoje, deixámos a minha [nossa] praia para rumarmos ao Algarve onde, como se prova, nem consigo dormir, e lá ficou a sua amiga, a trezentos quilómetros de distância, onde o espaço é imenso, o mar refresca, o ar cheira a maresia e o nosso quarto espaçoso e fresco nos fazia ver o mar e a espuma das ondas logo ao acordar. Deixei-lhe na caminha, onde se remexe no espaço abafado onde dorme agora, uma boneca de que gosta muito, a quem chama Inês. É o máximo que posso fazer-lhe para colmatar esta falta.

Mas o que importa realçar agora é que a minha querida filha cresceu imenso nestes tempos, fez amigas com quem brincava e corria e tomava grandes banhos de mar, e foi imensamente feliz. E eu, por ela!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Goldfish


Não estava nos nossos planos.
Nunca nos tinhamos, sequer, lembrado dessa possibilidade.
Eu tive um, em pequena. Durou imenso tempo (não, não era eu que cuidava dele. era a minha avó C.). Chamava-se Fígaro e acabei por matá-lo por gostar tanto dele.
Se eu gostava de Sugos, ele também devia adorar. Deitei-lhe um para dentro do aquário mesmo antes de me deitar. Lembro-me de, em pijama e descalça, esticar-me e pôr-me em bicos dos pés para chegar ao aquário.
Não me esqueci do que aconteceu. Aprendi que até na forma como gostamos há riscos.

Estavam a dá-los. Dois, a quem fizesse compras de valor superior a dez euros. As nossas compras de utensílios para a limpeza do pátio ultrapassou esse valor num ápice.
E porque não trazê-los?!

Dois goldfishes (existe nome em português?) nadam num aquário redondo.
Fazem as delícias da M., que não se cansa de chamar pelos seus peches, a as da mãe também.
E até acho que o pai também gosta deles, embora não o demonstre, porque acha estas manifestações são coisas que não são de homem.

Mas nós as duas adoramos vê-los a nadar no aquário!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O tal dia...

29-05-2010

Porque, afinal, todas as meninas parecem destinadas a ter o tal dia... eu também tive o meu.
Pouco convencional porque uma das meninas das alianças era a nossa filha, porque o noivo me deixou, na noite que antececedeu o casamento, a fingir de solteira livre e rumou à casa paterna de onde saíu nesse dia, como se não vivessemos juntos há já tanto tempo.
Convencional na cerimónia com dois padres de quem gostamos muito, no nervosismo, nas lágrimas contidas da noiva, na Igreja enfeitada com flores brancas, no coro, nos meninos das alianças, no vestido claro de cauda longa e no véu comprido bordado à mão, no bouquet de flores deixado aos pés da Virgem Maria, no arroz a nas pétalas atiradas à saída.
Enfim o tal dia...

Fotos tiradas por ela


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um ano e meio


Um ano e meio. Hoje.
Está uma menina!
Enérgica, espirituosa, cheia de personalidade e muuuito doce!

quinta-feira, 25 de março de 2010

As duas de mim

Uma das Margaridas que sou está em final de período escolar, com trabalhos para ver (alguns ainda nem me foram entregues), com avaliações por fazer e mais ainda por lançar no famoso sistema ( que [ainda] não domino).
E continua a alegrar-se com os progressos de uns meninos (bem crescidinhos) e a interrogar-se sobre as atitudes/falta de aproveitamento/futuro de outros.
Uma das Margaridas que sou teve de se armar de coragem e refugiar-se cá em cima para preparar uma apresentação, para a formação de logo à noite porque sabia que, lá em baixo, não resistiria aos chamamentos da cria.

Porque sim, porque a outra Margarida que sou, tem muita força e ambas sabem que, ou fazia isto, ou gastava a manhã agarrada à pequena e com tudo o resto por fazer.

Por isso, a Margarida racional teve de pôr a Margarida sentimental fechadinha de castigo. E ela lá ficou quase o tempo todo. Embora se esgueirasse por uns minutos quando ouviu os choros da pequena cria, vindos do piso de baixo. Esgueirou-se, mas voltou à reclusão logo que lhe secou as lágrimas e a deixou a brincar entretida.

E a Margarida racional lá acabou tudinho o que devia, em menos tempo do que esperava. E esta sensação boa, já não a conhecia desde que a pequenita M. apareceu na sua vida.

Portanto, a Margarida sentimental tem agora carta branca para descer e entregar-se, muito mais leve, à pequena M.
Isso e... dar-lhe o almocinho, pois claro!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

[Re]definir

Este blog devia passar a chamar-se M&M! Devia mesmo!
Ele é meu... mas é dela também. Mais dela - parece-me já! - do que meu!
Este blog tem muito mais de baby-blog do que de outro qualquer género de blog. Não que isso me incomode, porque sou um bocado avessa a espartilhar as coisas de que gosto, ou que têm algum siginificado para mim, dentro dos limites estreitos destas catalogações. Também devo dizer que não acho que qualquer género de blogs seja superior a outro; são apenas perpectivas, formas de ver a vida num lugar ou tempo em que nos apetece realçar mais esta ou aquela nossa faceta. E vai daí... surge um blog de um tipo ou de outro, baby-blog ou outro qualquer.
Não, é óbvio que não acho que os baby-blogs sejam um género inferior de blogs, de pessoas que, coitadinhas, não conseguem escrever sobre outras coisas que não os feitos e desfeitos dos respectivos meninos, e cujos horizontes e/ou capacidade intelectual e cultural não lhes permite mais.
O que, na maioria dos casos, acontece é que naquela fase da vida, numa fase determinada e especifica, por um conjunto de circunstâncias, aquela faceta - a de Mãe - destaca-se das outras.

De todo!
Há muito blog por aí, a armar ao pingarelho, a pôr-se em bicos de pés, a querer demontrar um cultura, um refinamento e um espiríto que não têm.
Por outro lado há por aí muitos baby-blogs muito bons, bem escritos, pertinentes, muitas vezes com graça, outras com sentido critico.
Nisto dos blogs... é como em tudo na vida.

Posto isto... o blog é meu, é pessoal e assim continua a ser, mas ela... ela é muito da minha vida!

Por isso - cá vamos! - há a registar que a menina está muito melhor do ranho e da respiração, que já come bem, dorme normalmente, brinca como se nunca tivesse estado doente, mas... continua a fazer febre à noite. Uma febre baixinha, persistente e inexplicável até para médicos, que com rXs e enálises continuam a não encontrar explicação para ela.
Continua fechada em casa, por isso. E nós continuamos este estreito e frequente convivio com ós médicos.
Há quem tenha dito que, se calhar, são mesmo só mais uns dentitos que estão a chegar.

E agora... de volta a trabalho, que é muito e eu estou atrasa!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Estreias

Estreias, pois... mas não das melhores, não.

Foi a estreia da Mafalda em doenças, febre, muito, muito ranho, noites mal dormidas, várias idas aos médicos, dias sem fim presa dentro de casa, máquina verde e aeróssois (obrigada, amiga!), cansaço, brufen, falta de paciência, neosinefrina, birras, muito soro no nariz...

Cansaço... muito.
Parece que não tem fim.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ano Novo... coisas novas!

Levámos a Mafalda, hoje, a furar as orelhas.
Dei por mim, muitas vezes, a pensar sobre quando seria a melhor altura para fazê-lo, isto desde há muito, pelo menos desde o baptizado dela, quando os meus avós lhe ofereceram um par de brincos e o meu irmão e cunhada lhe ofereceram outro.

Muitas vezes pensei qual seria o momento em que ela o faria, caso pudesse ter noção disso e falar. Claro que podia esperar por isso mesmo; esperar que ela crescesse e mo pedisse, mas depois penso que se estou convencida que ela mo pediria então podia adiantar-me e fazer isso num momento em que todos dizem que custa menos porque, com esta idade, ela não tem medo.

Dei por mim, outras tantas vezes, a fugir ao pensamento de dar mais este passo, porque é mais um passo em direcção ao crescimento dela, é deixar de ser a mesma bebé, tal qual nasceu, é mais uma mudança. E muitas vezes apetece segurá-la bebézinha, mas ela cresce, e depressa.

Foi hoje, porque sim, porque tinha de ser, porque agora ou mais tarde iria acontecer, porque a partir de meados do mês vou passar ainda um bocado menos de tempo com ela e prefiro que ela passe por estas etapas quando estou quase sempre junto dela.

Não creio que lhe tenha doído, mas assustou-se um bocadinho.
Mas lá que ficou uma menina linda, com um cabelo que lhe cresce muito depressa e com uns brinquinhos pequeninos nas orelhitas, lá isso ficou.

Tão menina já, que está a minha bebé!
E como eu a adoro...!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ano Novo... fim de férias!

Se há coisa que não muda, passagem de ano após passagem de ano, é o doloroso regresso ao trabalho.
Depois de férias léctivas e das respectivas festividades custa um bocadinho voltar à rotina do trabalho, mesmo quando ele nem é, neste caso, demasiado pesado nem sufocante.
Mas lá que custa... custa!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010

Um 2010 mágico!
Que 2010 vos traga a concretização de todos os vossos sonhos!

Entre o Natal e o Fim de Ano

O Paizinho ainda teve de ir trabalhar de manhã. Estou sózinha com a Mafalda.
A casa está por arrumar ainda e há algumas coisas por despachar para logo, para a passagem de ano (ainda que muito familiar) em casa do meu irmão.
Acendi a lareira com três pinhas e uns troços de pinheiro e cedro e o lume estala já, para abafar o som do vento forte que vem lá de fora.
A sala está transformada num quase quarto de brinquedos e a M. brinca com o porco/mealheiro/caixa de música, ao mesmo tempo que dança, tanto quanto os seus desembaraçados 14 meses o permitem (14 meses já!!! O tempo voa!!!), ao som do New York, New York, que passa na televisão ligada na RTP1. Nos intervalos vem pedinchar colo.

Há o almoço e muitas outras coisas para fazer mas ela não facilita e cola-se a mim. Verdade seja dita que não me apetece, também, fazer mais do que o realmente necessário.

Ela não me deixa muito tempo para garndes divagação por escrito. É tudo para viver e não me dá tempo de sobra para escrever.

Ainda não digeri bem o Natal e já temos aqui a passagem de Ano e o aniversário da minha Mãe.
Acho que o Natal é uma quadra difícil de digerir, muito para além da questão gastronómica.
Difícil de conciliar as expectativas de todos os intervenientes, um por um, e mesmo de cada uma das famílias em que, agora, nos temos de dividir.
Concentro-me no Natal da Mafalda. O Natal tem de ser, agora, mais o dela do que de qualquer outra das outras pessoas, todas elas adultas, por sinal. Concentro-me na essência do Natal, mais do que nunca, porque mais do que nunca a agitação, o alarido, o corrupio, a correria multiplicaram-se e de tão ensurdecedoras parecem querer não deixar ouvir nem ver o Menino na manjedora.
Vou à Missa do Galo para não me peder, para não me afogar, para, no fim de tudo, sentir que tive, de facto Natal, para ter a certeza que o vivi e que não passei por engano o Carnaval ou um arraial qualquer.
Vou à missa do Galo para que a Mafalda encontre o Natal; porque aquilo que escreveria agora, na carta ao Pai Natal que escrevia em pequena (para que ele trouxesse os presentes que o menino Jesus me destinava), aquilo que pediria, para este Natal e para todos os outros por vir, é que a Mafalda encontre, e nunca perca de vista a essência do Natal, o verdadeiro Natal, o Natal do nascimento do Menino Jesus.
Vou à Missa do Galo - vamos - para que no meio de tudo o vivamos, nós os três, como uma unidade, uma família como a do presépio, para a sentir (nos sentir) o núcleo, o núcleo da nossa vida.
E nada disto é fácil na realidade que temos.

De 2009, com momentos bons e maus, com situações dolorosas e outras maravilhosas, com a vida do dia a dia, com a volta ao trabalho (a um trabalho novo, totalmente novo, mas de que gosto), com planos e concretizações, não posso dizer mal. Mesmo que não fosse por mais nada porque foi o primeiro ano de vida da minha filha e nada na vida podia ser melhor do que ter vivido com ela esse crescimento.

Para 2010, não faço pedidos. Na verdade, para além de não gostar de passas que, no entanto engulo apressadamente ao toque das doze badaladas, nunca consegui enunciar doze desejos.
Deixo isso na mão do destino. Com expectativas. Sim, com algumas expectativas para 2010... mas fica na mão do destino!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal

Não me esqueci de passar por aqui no Natal. Simplesmente não consegui fazê-lo a tempo.
Não me esqueci de nenhuma das pessoas de quem gosto, mas não consegui telefonar a nenhuma nem mandar um mail a uma só que fosse.
Seja como for, ainda estamos na quadra, e deixo por isso, aqui, os meus votos de uma quadra natalícia muito feliz.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Doze

Neste entretanto, entre o aniversário da Mafalda e o dia de hoje, dei mais aulas, surpreendi-me com coisas boas dos alunos, surpreendi-me com coisas más dos alunos, aborreci-me com as horas que gastamos em outras coisas para dar umas poucas horas de aulas, lavei e passei roupa, cozinhei, mudei fraldas, fiz arrumações, fiz perto de 2 quilos de marmelada (e por pouco deixava estragar os marmelos todos, de tanto tempo que os deixei na árvore, maduros, antes de os apanhar), fiz testes e corrigi-os, tive sentimentos ambiguos em relação aos alunos (desejei, bem cá no fundo, que o mau comportamento de alguns meninos se reflectisse nas notas - e aconteceu, naturalmente - e que alguns outros fossem premiados pelo esforço - o que também aconteceu, na maioria dos casos), desenvolvi sentimentos um bocado maternais em relação a eles, no geral, e aos mais "fracos" em particular, visitei o Museu de Arte Antiga com o meu Mais que Tudo e a Mafalda (que se portou bem).
Neste entretanto fiz muitas outras coisas de que não me recordo agora, mas que, como estas que referi, são as coisas banais, do dia a dia, de uma pessoa comum.

Mas neste entretanto, também, nasceram dois dentinhos (de cima) à Mafalda, e está agora a nascer o terceiro de baixo (para juntar aos dois que desde Agosto, já tinha em baixo).
Neste entrento, também, a miúda deixou de dar apenas pequenos passinhos sem qualquer apoio. Hoje, assim de repente, a Mafalda começou a andar de um lado para outro, e de uma pessoa até à outra, sem parar, de sorriso nos lábios e, sobretudo, rápidamente e de passos absolutamente seguros e decididos.
É oficial; aos doze meses (ainda. ela ainda tem doze meses.), a Mafalda começou a andar sózinha. Está uma menina crescida!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

1 Ano

Parabéns, Mafalda!

(fotografia tirada aos 7 meses, por ela)


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Onze

A minha filha tem onze meses (sim, estou quase em negação e compreendo hoje, melhor do que nunca, o que esta menina sente todos os anos).
Estava eu a dizer que a Mafalda tem onze meses (porque sim, porque os tem, ainda) e que, em onze meses de vida viajou muito e para lugares variados e que teve acesso a experiências variadas. Em onze meses de vida, acho que viveu muito.

Viajou do Algarve ao Minho, do litoral ao interior, passou a fronteira e adorou a experiência por terras de fora.
Passou férias numa praia cheia de cheiro a maresia, manhãs humidas, areais a perder de vista, e com amigos meus, vizinhos/companehiros de férias desde a minha infância, mar com ondas de fazer respeito e muita calma e espaço. Passou-as também no Algarve, onde o Sol castiga a terra, mas as manhãs cheiram a figos e a flor de laranjeira; onde o mar é calmo e morno, mas o areal está pejado de gente.
Passou-as, por fim, no interior do país, em visita a uns amigos, por terras da Beira Alta, onde em cada localidade há um castelo, onde as casas de granito se misturam com as de xisto, onde tomavamos banho numa piscina com vista para um prado enorme e lindo, com vacas a pastar, onde existem lameiros e matas de carvalhos, e onde a noite nos brinda com o maior concerto de grilos que alguma vez ouvi e com a noite mais estrelada que conheço.

Vive no campo, com espaço e animais e liberdade e família que mima, mas às portas da capital, onde gosta de passear mesmo entre multidões.
Na maior parte dos fins de semana, vai ver a outra parte da família, onde também tem espaço e uma mão cheia de pessoas ansiosas por lhe dar ainda mais mimos.

Brinca na terra e na relva, vai à vinha e à adega, faz as primeiras tentativas para subir a árvores, adora música, dançar, que lhe leiam livros (e de desfolha-los, ela mesma), é louca por água e pelos seus (muitos) animais. Brinca com a gata, os cães e a égua. Dá milho aos pombos.
Visitou castelos, mosteiros e museus. Foi a exposições.

Fez muitas outras coisas de que não me recordo, assim de repente, mas, o que me importa reter de tudo isto é que ela é uma menina feliz.
É isso que me importa lembrar. Não importa dizer aqui, agora, tudo aquilo que ela é, de meiga, intelingente, doce, engraçada... não é isso que importa agora.
Também não importa falar acerca do que ela represente para mim, nem do quanto ela veio enriquecer a minha vida porque disso... teria que falar durante dias.
O que importa agora é que ela tem onze meses, tem tido uma vida repleta de experiências, lugares e pessoas e que, acima de tudo, ela é uma menina feliz. Muito feliz. E que aquilo que eu desejo é que permaneça assim por todos os anos que se seguirem.