terça-feira, 5 de abril de 2011

Vida

E quanto mais vida há do lado de cá, menos vida tem este blog...

Vamos ve se se inverte um bocadinho a tendência.


Por agora,... vem o(a) segundo(a) a caminho!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

S. Valentim

Encontrar um bocadinho de romantismo na minha cara metade é uma tarefa... muito difícil, para não dizer impossível. Mas hoje, enquanto faziamos o caminho de volta ao nosso poiso vindos de casa dos meus sogros (onde passámos este fim de semana), com a sensação esmagadora de estar a precisar, desesperadamente, de um fim-de-semana daqueles a sério, logo à segunda de manhã, e recebo um beijo inesperado.
Olho para ele como que a interrogá-lo de onde vinha aquilo, durante uma viagem, tão, mas tão pouco romântica. E ele, antecipando-se à pergunta, diz-me, sorridente: Feliz dia de S. Valentim!
Dou-me por vencida, por uma vez, ele bateu-me aos pontos! É que nem me lembrava do dia (se bem que não seja de ligar muito a dias destes)...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Interrogações

Hoje de manhã a pergunta da Mafalda foi:
- Mãe, o que é um Pesidente de Câmara?

Não é bem o género de pergunta com que estava à espera que ela me brindasse aos dois anos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Início de ano

O novo ano começa com a M. doente.
Muito ranho, muito rouca, muita tosse, muito mimo e... é esperar que passe depressa!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mixed

Esta semana, no meio de um percurso a pé, a três, à beira das praias de Gaia, paramos para descansar/sentar um bocadinho ao abrigo do vento fresco e húmido de fim de tarde e beber alguma coisa quente.
Depois de termos entrado, num bar de beira mar, a M. faz o "choradinho" para uma daquelas bolas com surpresa, que lhe saltam para as mãos depois de pormos uma moeda de um euro na respectiva máquina; nós aquecemo-nos com as nossas bebidas e é então que os olhos encontram disponibilidade para deambular pelo interior do bar.
Lá dentro, em locais de algum protagonismo, estavam, juntos e em harmonia, um Pai Natal e uma deusa indiana, enleados numas luzinhas coloridas e intermitentes. Ao fundo, um presépio, bem destacado, onde pontuavam, juntamente com a Sagrada Família, e entre outras figuras inesperadas, uma grande Nossa Senhora de Fátima e um soldado das Invasões Francesas.
Depois de sairmos e de comentarmos entre os dois o inesperado da coisa concluimos que, afinal de contas, talvez fosse ali que estava o verdadeiro espirito da quadra... mas lá que era estranho...era!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Um 2011 cheio de felicidades!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Um Feliz e Santo Natal!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Parabéns, Mafalda!

Dois anos!
E esta foto, por mais crescida que ela esteja, há-de ser sempre, sempre actual!

Foto dela

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Apoio


A minha menina, a minha bebé... é uma pessoa Grande.
E porque há dias maus, e momentos complicados, e porque uma mãe, apesar de ser mãe e, por isso engolir para dentro muita coisa indegesta, e seguir em frente de cara alegre como se não fosse nada porque tem uma criança a seu cargo e não quer deixar que nenhuma dessas coisinhas menos boas da vida transpirem para ela enquanto lhe for possível e coisas assim... e porque há dias mesmo maus e uma mãe é pessoa e acaba por nem sempre consegui ser de ferro... há dias em que uma mãe chora, mesmo não querendo.
E chora não por ser mãe mas, por ser mãe, não queria chorar.


E isto tudo, para dizer que chorei, pronto! E chorei à frente da minha filha. Ela, chega pela mão do pai, olha-me, chega-se a mim, fixa-me os olhos, põe a sua mãozinha na minha cara, faz-me uma festinha lenta e diz "Mãe, não chora...!". Olhei para ela, dei-lhe um abraço e vi, pela primeira vez nos olhos dela, da minha menina-bebé (como ela se chama tantas vezes) uma Pessoa, e não já o bebé, o meu bebé, uma pessoa crescida e tão grande por dentro. Pela primeira vez! Grande mesmo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pois...

Pois... eu bem que tentei fazer a minha vida como sempre. Tenho bem mais do que fazer!
Mas foi díficil, porque parece que o país também não tem problemas [muito] graves, como se houvesse dinheiro a mais, como se as pessoas tivessem alguma coisa para comemorar.

Sim. Sim, sou o mais democrática possível.
Se a democracia não é sistema perfeito é, pelo menos a meu ver, o melhor que o Homem conseguio inventar.
Mas democracia é democracia e república é outra coisa. Essa estória de fazer as pessoas de estúpidas e vender uma com a rótulo da outra é das coisas que mais me irrita nestes politicozinhos.

O regime que se seguiu ao 5 de Outubro que agora fez 100 anos, não foi uma democracia. Houve mortes, repressão, fome, injustiça... e essa não querem comemorar.
A seguir vem a ditadura do Estado Novo e do Salazar. Também não era democracia, certo?! Mas era República.
E agora temos esta; a 3º República e, nos dias que correm, podemos comemorar o aumento dos impostos, do desemprego, dos juros, da miséria e o desprestigio cada vez maior do país no estrangeiro.

Digam o que disserem as democracias mais baratas para o povo e mais perto da perfeição são monarquias. Os factos e os números não mentem.
Não há volta a dar!


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Outono


Praia [quase] só para nós e apanhar bolotas...
O Outono é a mais aconchegante das estações e esta menina sabe-o já!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A B C

Dou uma caneta e um bloco à Mafalda para a entreter enquanto lhe preparo o jantar.

Eu: Mafalda, faz um "A"!
Mafalda: Um "A" não! Um "B"!

Não só crescem muito depressa como aprendem muito depressa!
Ainda não tem dois anos...

domingo, 26 de setembro de 2010

O post de Setembro...


Quase, quase a acabar o mês de Setembro reparo que a cadência com que tenho escrito aqui é a de um post por mês (média fantástica, especialmente se comparada com a fase pré-Mafalda). E agora, que de repente senti que o Verão nos deixou e que os dias são já, assumidamente de Outono, por mais que os dias continuam bonitos, achei que era boa ideia registar aqui algumas impressões de final de Verão.

Em jeito de balanço, porque é sempre no final do Verão que tenho a sensação de mudar de ano.
Ora a primeira parte das férias, na minha praia, teve momentos bons e outros menos bons. Se, no dia a dia eu e a minha cara metade conseguimos encontrar um equilibrio entre os hábitos/ritmos de cada um e combiná-los com os das respectivas familias de origem (e aqui é que está a complicação), nas férias parece que ainda não o conseguimos.
Tive a nitida sensação de que tinha um marido enfastiado e contrariado por estar onde não queria, com quem não queria (na minha praia, com um clima bem mais fresco do que ele aprecia, numa casa fantástica, mas compartilhada com mais duas gerações da minha família) e isso deixava-me francamente descontente.
Depois acho que acabou por descontrair e desfrutar do espaço, do mar, do areal enorme, do cheiro a maresia, do clima que este ano ajudou, dos meus amigos e... até da minha família. A Mafalda foi a menina mais feliz do mundo enquanto lá estávamos, se bem que é "fácil" fazê-la feliz: basta dar-lhe mar... (e a quem sairá assim...?! ;)). Mas, para além do mar, tinha em casa a companhia e atenção de pessoas de quem gosta muito e arranjou várias amigas (mais amigas do que amigos, que os meninos, mesmo de pequenos têm gostos bem diferentes das meninas). E eu, passado o período de adaptação (dele) só tive pena de não ter mais dias daqueles.

Depois rumámos ao Algarve.
O clima afabado, a casa com pouca privacidade, o espaço pequeno, abafado e sem arrumação que nos reservaram para dormir com a Mafalda e onde ela se revolvia de noite, o facto de termos de ir para a praia de carro e de seguirmos os horários e itenerários da família dele deixaram-me a mim com um nó na garganta.Mas, como aconteceu na primeira parte das férias, lá conseguimos um bocadinho de espaço/tempo para nós e o mar morno e manso onde a Mafalda "nadava" de boia como uma menina grande fizeram as delicias dela e as nossas.
Depois tivemos mais uns passeios e um casamento e tudo correu sobre rodas.

Final de Agosto, início de Setembro, fim de férias e início das aulas.
Um novo ano léctivo.
Nós continuamos a nossa vidinha de professores. Horários novos, burocracias de arranque de ano léctivo, meninos novos e os meninos que mantemos do ano anterior.
Mudanças na escola.
E eu confirmo que, afinal, gosto mesmo de dar aulas...

A Mafalda continua em casa, com a minha mãe, no tempo em que eu estou na escola. O seu último ano de liberdade. Para o ano começará uma vida de obrigações que a acompanharão até perder de vista. Por agora é livre e diverte-se. Fala pelos cotovelos, dança e ri muito.
Por estes dias temos ido à mata passear. É um momento só nosso, e ela, como eu em pequena, gosta de passear nos mesmo sítios e fazer as mesmas coisas. Apanha bolotas para dentro do chapéu e enfeita o cabelo dela e o meu de folhas de carvalhos, enquanto me vai abraçando e dizendo a mãe é linda...

E agora... um must deste blog...: época de víndimas. E, se eu estou aqui sentadinha à frente do computador (porque não a vou deixar sózinha em casa enquanto dorme) o meu querido marido está na adega a esta hora...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mafalda, Inês, Eva, Madalena, Margarida, João, Luís, Tiago, Rita...


A minha filha fez, estas férias, pela primeira vez, amigas por si mesma.

Pela primeira vez na sua vida tem amigas feitas por ela e não apenas os filhos e filhas dos nossos amigos, que lhes são oferecidos por amigos quase por inerência.

A sua primeira amiga [amiga dela. mesmo dela. por mérito seu] chama-se Inês.
Chamava por ela ainda pelo caminho de casa até à praia. Chamava por ela durante o sono até.
Hoje, deixámos a minha [nossa] praia para rumarmos ao Algarve onde, como se prova, nem consigo dormir, e lá ficou a sua amiga, a trezentos quilómetros de distância, onde o espaço é imenso, o mar refresca, o ar cheira a maresia e o nosso quarto espaçoso e fresco nos fazia ver o mar e a espuma das ondas logo ao acordar. Deixei-lhe na caminha, onde se remexe no espaço abafado onde dorme agora, uma boneca de que gosta muito, a quem chama Inês. É o máximo que posso fazer-lhe para colmatar esta falta.

Mas o que importa realçar agora é que a minha querida filha cresceu imenso nestes tempos, fez amigas com quem brincava e corria e tomava grandes banhos de mar, e foi imensamente feliz. E eu, por ela!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Goldfish


Não estava nos nossos planos.
Nunca nos tinhamos, sequer, lembrado dessa possibilidade.
Eu tive um, em pequena. Durou imenso tempo (não, não era eu que cuidava dele. era a minha avó C.). Chamava-se Fígaro e acabei por matá-lo por gostar tanto dele.
Se eu gostava de Sugos, ele também devia adorar. Deitei-lhe um para dentro do aquário mesmo antes de me deitar. Lembro-me de, em pijama e descalça, esticar-me e pôr-me em bicos dos pés para chegar ao aquário.
Não me esqueci do que aconteceu. Aprendi que até na forma como gostamos há riscos.

Estavam a dá-los. Dois, a quem fizesse compras de valor superior a dez euros. As nossas compras de utensílios para a limpeza do pátio ultrapassou esse valor num ápice.
E porque não trazê-los?!

Dois goldfishes (existe nome em português?) nadam num aquário redondo.
Fazem as delícias da M., que não se cansa de chamar pelos seus peches, a as da mãe também.
E até acho que o pai também gosta deles, embora não o demonstre, porque acha estas manifestações são coisas que não são de homem.

Mas nós as duas adoramos vê-los a nadar no aquário!