Já lá vão uns dias e muitos mais quilómetros. O afastamento da internet não foi apenas originado pela falta de computador à mão. Foi intencional, fazia parte dos planos.
Ora vamos lá ver se também consegues passar sem isto?- disse eu para mim, tão baixinho que nem ouvi. Mas disse.
E consegui. Senti a falta e, de algumas pessoas, senti muitas saudades ( e sinto). Mas vive-se longe destas maquinetas. Vive-se mesmo, porque haverá sempre maneira de as pessoas não se pederem umas das outras.
Às vezes vive-se tão bem em sítios onde não temos mesmo acesso a estas coisas e onde nem sequer o telefone tem rede, com roaming ou sem ele.
Vive-se bem assim, a saltar de um lado para o outro da fronteira, uns dias lá e outros cá, o relógio com um fuso horário e o telemóvel com outro, uns dias com tapas e outras com comidinha bem nossa, à beira-mar ou no meio de serras quase inacessíveis.
Vive-se tão bem, tão bem que acho que já não concebo como normal passar aqui o que me parece ser uma eternidade a teimar com uma máquina estúpida que nem nos deixa aceder aos emails - sim! o que eu precisava era de ver os meus emails e não consigo!
E pensar que daqui a poucos dias uma coisa destas vai voltar a ser a minha principal companhia... Acho que vou ter que reaprender uma boa quantidade de coisas, mas o que aprendi nestes dias foi muito mais do que tudo isso!









