terça-feira, 11 de abril de 2006

For Saint Andrew´s!


Não tenho o hábito, muito generalizado entre os escoceses, religiosos ou não, de rematar com uma mesma expressão conversas longas, curtas, alegres, ou tristes.
Não o faço nem quando falo em inglês. Não o faço, se calhar porque não sou filha da Escócia; sou neta, como me habituei a ouvir.

Por tudo e por nada lá se ouve a mesma expressão: For Saint Andrews!

For Saint Andrew´s!; para apelar à sua protecção perante um mal, para dar coragem e força perante um obstáculo difícil de transpor, ou para lhe atribuir a graça de um bem inesperado.

A cruz branca, traçada, no fundo da bandeira azul não é mais do que a cruz do famoso Santo André. O Santo, a bandeira, a Escócia confundem-se, e fundem-se, e são uma só coisa.

Hoje, ao ir para casa, para almoçar, olho para o horizonte e vejo. Vejo a cruz, branca, cruzada, no fundo azul.
Vi e gostei. Aqueceu-me o coração, senti-me aconchegada!
For Saint Andrew´s!

Worse...

Nem de propósito...
Posso continuar a ouvir o JJ. Posso, mas não o ouvirei mais a partir de rádios escocesas. Pelo menos, em Portugal, claro!
Ontem foi mesmo o último dia.

Algumas já tinham deixado de transmitir para fora do Reino Unido. A partir de ontem, acho que não resta mais nenhuma.
A lei dos direitos de transmição de música mudou e, com isso, as estações só podem emitir para o Reino Unido.

Reconheço os direitos de quem cria as músicas. Trabalho é trabalho e deve ser recompensado. Mas não percebo isto. Será que os autores ganham mais assim?! Ganham, realmente, alguma coisa com isto? Não é o mesmo, para eles, que as suas músicas sejam ouvidas a partir de uma rádio do Reino Unido ou a partir de uma de outro país qualquer?
Se calhar isto nem tem nada a ver com a vontade dos autores.

E a liberdade? A liberdade de comunição? Se os meios permitiam, sem custos, que os ouvintes ouvissem - sim, tenho noção da redundância - o que muito bem entendessem, a partir de onde entendenssem, em nome de quê é que se restringe essa liberdade? Quem é que ganha mesmo com isto?

Passei a ouvir uma da Irlanda, mas da Rep. da Irlanda, claro, que o Reino Unido está todo silenciado. Pois... também tenho ascendência irlandesa, e inglesa... mas, por isso mesmo, distingo muito bem cada uma destas nações. Não é nada a mesma coisa! Por muito que as estime, e que goste delas!
Mas a minha Escócia... quem me afasta dela...
Não, não foi um bom começo de dia!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Better...

Uma das minhas [várias] manias é ouvir, durante uma boa parte do dia de trabalho, uma rádio escocesa, com o som baixinho.

Não sei porquê mas, nos últimos tempos, talvez a música que passa mais vezes é o Better Together, do Jack Johnson. Não sei porquê, mas é estranho. Até porque não é nada a sonoridade que nos faz lembrar a Escócia; bem pelo contrário.
Mas passa, é um facto. E eu nem me importo nada com isso.

Afasta-se um conjunto de papéis que dizem: Parte 2: Importações a partir de países terceiros não constantes da lista do anexo ao regulamento ( CEE) Nº. ...
Afasto-os, levanto um bocadinho o volume, recosto-me na cadeira, respiro fundo, fecho os olhos e... sabe tão bem.

domingo, 9 de abril de 2006

O Castelo de... Silves

Nos tempo da minha licenciatura era para lá ter ido. Era, mas não fui.
Conheci-o, em pequenina, na altura em que passava as férias lá por terras do Sul. Mas de tão pequenina, não guardo a menor recordação dele.

O castelo de Silves, acho que mais do que qualquer outro, saltava-me para a frente nas palavras de um professor e em textos lidos. E, a par daqueles episódios concretos, datáveis, crús havia um não-sei-quê de névua de mistério, de lendas de mouras encantadas, de cheiro a laranjeiras em flôr.

Um dia, a esse castelo associei um episódio meu. Mau.
Podia não o ter associado, podia ter associado muitos outros sítios desse antigo Al-garb. Podia, mas foi a ele que atirei as culpas, foi a ele que associei os males daquele momento, os que vinham de trás, os que se seguiram.

Durante muito tempo ouvir falar do Castelo de Silves fazia-me estremecer. Deixava-me inquieta como um tigre numa jaula, arrepiada, com vontade de fazer calar quem ousasse pronúnciar tal nome. Visualizava-o mentalmente e sentia vontade de lhe atirar pedras, pedras grandes, com uma força maior do que a minha.

Com o tempo a raiva foi dando lugar ao medo. O medo que o som daquele nome trouxesse essas coisas más que estavam guardadas já tão fundo. Tinha medo dele. Era uma espécie de caixa de Pandora; estava ali quieto, silêncioso... mas a qualquer momento podia mexer-se e fazer sair o mal que continha, tornar tudo presente outra vez. E no entanto... começava a reconhecer que tinha o seu encanto.

Tentava - e conseguia - não pensar nisso, afinal não era presença no meu quotidiano.
Percebi, muito por acaso, numa sms no Verão, que lhe tinha perdido o medo. Olhei para a mensagem, li, voltei a ler... e ri-me. Tinha-lhe perdido o medo. A menção daquele Castelo tinha deixado de me assustar e eu nem tinha dado por isso.

Nos meses seguintes passei-lhe por perto muitas vezes, bem ciente da próximidade desse grande Senhor de cores quentes. E gostei disso, dessa próximidade.

Ontem uma pessoa pegou num livro e mostrou-me para me fazer uma pergunta. Eu olhei e vi, vi a fotografia, aquela - mesmo aquela - que não podia ver. Vi e, mentalmente, só me apeteceu sorrir e dizer: Olá meu Velho Senhor!
Ele não teve a culpa, e eu que já tinha percebido que não lhe tinha medo, voltei a gostar dele. Mais do que antes.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Sugestão de fim-de-semana


É o primeiro.
Para o ano há mais.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Importa-se de repetir?!?!

Fui parar ao Hospital. Às urgências.
Detesto hospitais e tenho tido a enorme ventura de se contarem pelos dedos de uma mão as vezes que tive que recorrer a um. Mas hoje teve que ser.

Começo a senti-me enjoada. Um bocadinho, depois mais um bocadinho e depois muito.
E as mãos a transpirar, e depois, de repente, o corpo todo.
E a sentir-me sem forças, cada vez mais.
E a ver mal, até deixar de ver por completo.
E depois... sei lá o que se passou. Levaram-me para o hospital, pois claro.

Pelo caminho a coisa melhorou; recuperei a visão, parei de transpirar; tomei plena consciência, fiquei menos enjoada e senti mais alguma força.

Fui atendida, e nem posso dizer que demorou muito.
A médica, senhora de meia idade e, por isso, com experiência já de uns anos, atende-me de sorriso na cara, ouve-me atentamente e depois diz com toda a calma: Está grávida.

- Eu?! Desculpe, mas importa-se de repetir?!

- Está grávida.

- Impossível!

- Ora, não me venha dizer como a outra paciente, do outro dia, que só se foi um telefonema ou um email!

- Pois! Mas só se foi isso mesmo! E mesmo assim... não estou a ver!

Lá a convenci da impossibilidade de estar certa. Tão bem que na bateria de análises que em mandou fazer não constava nenhuma para comprovar a sua teoria.
Pois. Foi uma baixa de tensão subita. Nem tinha tomado o pequeno-almoço ainda. Tudo muito normal, tudo muito explicável. Mas, e se houvesse, de facto a possibilidade de ela estar certa? Como é que ela se atreve a fazer afirmações destas? É por estas e por outras que detesto hospitais.
E pronto... de volta a casa, um bocadinho tonta ainda. Da tensão!

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Realidades

Às vezes uma conversa pelo telefone é fria, pragmática, mecânica; trata-se de assuntos de trabalho. Nem se conhece a cara que está do outro lado ou, conhecendo, ignora-se voluntáriamente as expressões e os contornos. Desliga-se e retoma-se os afazeres.

Às vezes uma conversa pelo telefone é morna. Independentemente do assunto. Conhece-se a cara e, quando o som denúncia um sorriso, sorrimos também e vemos dentro de nós a imagem desse sorriso. Desliga-se e continua-se a fazer o que estavamos a fazer.

Às vezes - muito menos vezes - uma dessas conversas pode fazer disparar o coração, tremer as mãos... Mas depois desliga-se. Podemos ficar a sentir o corpo mais leve que uma pena, podemos conservar um sorriso idiota e denúnciador, mas continuamos o que interrompemos.

Mas, outras vezes, uma conversa ao telefone pode atingir-nos como um tiro, do qual nem procurámos esconder-nos porque não sabiamos que vinha aí. Uma pessoa pode abrir-nos a porta para a sua realidade, e essa realidade pode ser tão sombria que nos faça sentir sem chão debaixo dos pés. Nessa altura percebemos o quanto temos sido infantis até aqui, o quanto a ausência de problemas sérios nos pode levar a criar outros para preencher... para preencher nem sei o quê. Percebemos também o quanto a vida é frágil, e a sorte que tivemos até aqui, e vemos como fútil cada acontecimento que vivemos como um drama.
Nestes, quando se desliga, não conseguimos retomar nada. Ficamos com um nó na garganta, sem força nas pernas, olhamos em volta e parece que não reconhecemos nada. Nestes... as coisas não seguem iguais.

domingo, 2 de abril de 2006

Marés...




Começa-se cedo. É preciso limpar-lhe os cascos e escová-la; trazê-la para a rua, com o cabeção de trabalho e passá-la à guia até transpirar (ela! mas eu também ). Levá-la para o páteo, tirar o cabeção de trabalho e pôr a cabeçada de descanso; dar-lhe um banho; raspar a água do pelo; escová-la mais uma vez; entrançar as crinas e deixá-la acabar de secar.
Tomar um banho, eu!
Voltar; enrolar-lhe as caneleiras de descanso e pôr-lhe o cobrejão de viagem. Convencê-la a entrar na van, enfiar lá dentro tudo o mais que é preciso e seguir viagem.

Há quem tenha a tarefa mais dificultada. Há quem venha de mais longe, até de outros países. Alguns têm que vir de avião. E para a semana, tudo é a sério, para eles.

Depois o trabalho inverso; e mais algum. E ver a tabela das marés.
E levá-los para a praia. Hoje a maré foi às 11:13 - 0.77m, o que foi bom.
E correr; correr muito. Soltar rédeas a galope, com as patas dentro do mar.
Bom para eles, para lhes aumentar as resistências. Bom para nós...

E aproveitar! Aproveitar tudo...
Não tenho tudo o que gostaria mas, em dias assim, nem me atrevo a pedir mais do que o que tenho.


Vês Sara?! Afinal usei o toque. Mas estás a ver a fitinha azul no pescoço? Isso é que não pertence; mas era do biquini. A água continua gelada; tão gelada quanto irresistível! ;)

sexta-feira, 31 de março de 2006

Coisinhas...


Para ela:
Sela Wintec; suadouros (o verde e o azul); caneleiras para as patas dianteiras e traseiras; cloches para as quatro patas; a cilha irlandesa; estribos; cabeçada de descanso; guia; cabeçada de trabalho com bridão largo (levar o mais estreito, para o caso de ser necessário); cobrejão; rede do feno; ferro dos cascos, as duas escovas e pente de crinas, a cera líquida para os arreios (que não tem nada a ver com a cera líquída para as casas); e mais algumas coisas de que me esqueço sempre!

Para mim:
Calças de montar; botins; toque, apesar de saber que não o vou usar (não meninas, não é aquele exame horroso!), esporins, que também não vou usar; casaco (que troco por um blusão mais confortável) ; luvas; pingalim, que, provavelmente, também não vou usar.
Devia arranjar um desporto que tivesse uma logística mais leve, mas então? ... eu gosto disto!

quinta-feira, 30 de março de 2006

Déjà vu

Hoje - já, já a seguir - vou fazer como quando era pequena.
Vou tomar um banhinho; jantar a seguir, de pijama - acho que troco hoje o jantar por uma tigela de Nestum - ; e depois tinha direito a ver um bocadinho de televisão, mas hoje dispenso, de boa vontade, e vou para a caminha.

Sem tempo nem para olhar para o lado...
22: 58 - Eu disse... Disse mas, a esta hora, depois de receber um pedido para resolver umas coisas de uma pessoa a quem não posso dizer "não", ainda estou à volta de mails e telefonemas.
Mantêm-se tudo, menos as horas!

quarta-feira, 29 de março de 2006

Tareco

Os meus avós vivem numa casa com sebes de cedro, jardim de roseiras e relva e, nas traseiras, têm um quintal.
Um gato, apareceu por lá.

Não sei bem se eles adoptaram o gato, se o gato se fez adoptar, ou se foi o gato que os adoptou a eles.
Sei que o gato passou a ser alimentado na rua, depois passou a entrar em casa de vez em quando, e agora o gato "é de casa".

Eu tenho muitos gatos, muitos cães mas, também, muitos afazeres.
Ontem, fui jantar a casa dos meus avós e enterneci-me ao ver o gato deitado no sofá da salinha. Tão calmo, tão aconchegado... Sentei-me devagarinho ao lado dele, passei-lhe a mão de leve pelo pelo, ele ronronou e eu respirei fundo; senti uma paz... imensa!

:-)

Descobri que há uma companhia que tem, a partir de agora, passagens a um preço tão em conta, mas tão em conta, para o meu sítio que nem há motivo para não dar lá uns saltinhos com muita frequência. E por saltinhos podem enteder-se fins-de-semana.
Sim... é que o tempo é coisa que fugiu de mim, e os preços são tão baratos que... não causa peso na consciência fazê-lo.
Claro que o avião pode cair, claro que a família vai ficar em pânico, claro que vão dizer que esta coisa das low cost são coisas para inconscientes, mas...

Pois; bem sei que este post não interessa a ninguém, mas atolada em trabalho como estou, alegra-me a mim, e muito! :-)

terça-feira, 28 de março de 2006

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- Um dos teus principais defeitos - se calhar o pior deles todos! - é que andas sempre de coração nas mãos...! Faz-me muita confusão...

Dizia-me ele há mais de dois anos já, numa das últimas discussões que tivemos. Já nem foi uma discussão, foi mais um monólogo.
Eu, acho que encolhi os ombros - pelo menos fi-lo, mentalmente - e reparei que estava cansada, esgotada por lutar por uma coisa que, reconhecia naquele momento, estava virtualmente acabada já.

Encolhi os ombros e não abri a boca; não concordei nem neguei. Virei as costas como se não estivessemos a ter aquela conversa e fui fazer o que estava a fazer antes. Mas não me esqueci do que ouvi.

Hoje, tanto tempo depois, dou-lhe razão nisso.
É, realmente, um dos meus piores defeitos. Também estou farta disso!

segunda-feira, 27 de março de 2006

Nhánhá!!!



Eis o resultado de andar com uma pirralha atrás o dia todo, e de a deixar com a máquina na mão.

Bom... há outras fotografias, ainda mais estranhas e outras que, por motivos óbvios, não vão ser mostradas aqui.

Outro resultado são as gargalhadas dela de cada vez que percebe que conseguiu disparar a máquina.

Outro ainda são os sorrisinhos das pessoas enquanto ela grita Nhánhá e me puxa a mão a cada dois segundos em que não olho para ela.

E o último é perceber como o meu cabelo parece ser de cores diferentes consoente a luz e que, apesar de insistir com toda a gente que não sou loura, só o fui em pequenina, morena é que não sou mesmo.

domingo, 26 de março de 2006

Caleidoscópio

A última metade da tarde de ontem foi dedicada à minha égua, que o mesmo, se calhar, é dizer que foi dedicada a mim. Às duas, ao tempo, à liberdade, ao vento, ao Sol, à velocidade, à cadência, à cumplicidade, à amizade, a tantas coisas e a nada, ao mesmo tempo. De cabeça vazia e leve, ou diletante e cheia de assuntos.

Os pensamentos em cima dela, à velocidade do galope, ao ritmo do trote ou ao balanço suave do passo; chegam e partem sem serem escolhidos, sem fazerem qualquer tipo de conjunto ou de sequência entre eles. E isso, agrada-me.

Ocorreu-me um, estranho. Percebi, mas ainda em contornos pouco definidos, assim em pinceladas largas... que o afecto pode tomar muitas formas. E, aqui, estou a falar do afecto por um homem.
Percebi o que já sentia há algum tempo mas que não verbalizava nem, tão pouco, encarava.

Pode. Pode variar na intensidade, no género... e pode - foi aqui que esbarrei com uma novidade para mim - existir em simultâneo por mais do que uma pessoa. Géneros diferentes, em simultâneo, independentemente da intensidade de cada um.

Fui educada de outra forma.
Na vida de uma menina séria só há lugar para um homem. De preferência, um único, em toda a vida. Mas isso já é perfeccionismo.
As amizades entre pessoas de sexo diferentes são arriscadas, para não dizer impossíveis. E mais cedo, ou mais tarde, dão problemas.
Fui educada assim!

Claro que aprendi a dar uma margem de manobra a isto. Claro que tive sempre amigos rapazes, mas não muitos, e com algum cuidado, tentando fechar os olhos ao facto de serem homens e mantendo uma distância de segurança.
E, se estava envolvida com alguém, as coisas restrigiam-se ainda mais. Não havia mais nada nem ninguém na minha vida.

Ora, reparei, que levei seis anos assim. A viver em função de outra pessoa, a isolar-me voluntáriamente, a afastar pessoas, a virar a cara, a sentir-me culpada por tomar um café com um amigo ou por trabalhar de uma forma mais próxima num assunto qualquer com um colega.

Disparate. Quando crescemos percebemos que não é nada assim. Aprendemos a dividir as coisas. Percebemos que há uma panóplia de sentimentos que se podem ter por um homem, o que significa também que se pode sentir coisas diferentes por vários, aos mesmo tempo. Na verdade, percebemos que é assim mesmo, que sempre foi. Mas aprende-se a gerir esses sentimentos sem culpas nem embaraços.
Pode amar-se perdidamente alguém mas, se até nem temos nenhum relacionamento, podemos sentirmo-nos muito bem na companhia de outra pessoa que reconhecemos ser um encanto. Assim mesmo, sem que isso negue o primeiro sentimento ou, sequer, o menorize.

Às vezes, há coisas que se tornam claras de um momento para o outro.
É assim, o afecto é um conjunto de pedrinhas coloridas que formam imagens diferentes à medida que se viram, assim mesmo, como no caleidoscópio da Disney que me deram em pequenina. Imagens diferentes; umas maiores outras mais pequenas, com formas diferentes, cheias de cores. Há uma de que gostamos mais, que é mais especial do que todas as outras, que ansiamos que apareça de novo de cada vez que rodamos o caleidoscópio... mas também existem as outras todas.