quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Estreias

A M. tomou, hoje, o seu primeiro banho de mar.
O primeiro a que se pode chamar, realmente, um banho.

Entrou, mar a dentro, segura pelas duas mãozinhas, mas com passos confiantes. Não se assustou, nem com a temperatura da água, nem mesmo com as ondas, e fui eu que tive que contrariar o seu avanço para além do nível de água pelo peito.
E chegada cá fora, lá se voltava outra vez, e avançava, sorridente, para dentro de água.

Uma valente!

Férias

Em férias, desde sábado passado. E a cruzar os dedos para que as coisas tristes e más tenham, todas, ficado para trás.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Saudade

Ufa
13-10-00 - 31-07-09

Saudade apenas; porque ainda não consigo dizer mais nada acerca dela.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Deste país (ou de mim)

Desde que a Mafalda nasceu (até antes, na verdade), que estou como a minha prima esteve, i.e., se me perguntarem a profissão devo responder: mãe.
Mãe a tempo inteiro, 24 horas por dias, sete dias na semana, sem intervalos nem interrupções. E podia fazê-las, sim. A M. tem familiares ansiosos por tê-la para eles, e têm-na, mas por bocadinhos apenas, e a responsabilidade toda recai, até hoje, sobre mim (com uma boa ajuda do pai, quando necessário). Nunca outra pessoa lhe deu um almoço, um jantar ou o leitinho antes de dormir.

E desgasta, sim. Mais uma vez, estranho as mães que apenas relatam maravilhas da sua experiência.

Desgasta-nos, é um esforço que sai de nós, consome-nos até, um bocadinho. Às vezes tenho a sensação que me estou a dar, literalmente, aos bocadinhos à minha filha. Faço-o por opção, é um facto. É uma redundância dizer, porque já disse que é uma opção, que não faria as coisas de outra forma, sendo-me dado a escolher.

Porque, se por um lado desgasta e consome-nos, por outro lado, ainda não vivi nada de tão gratificante. Se eu sinto dar-me aos bocadinhos à minha filha, bocadinhos esses que não voltam mais para mim, justamente porque foram dados, por outro lado, sinto-me, constantemente, a receber dela, e a receber muitíssimo.
Sinto falta de uma outra vida, de leituras, de conversas, de tempo, de liberdade. E, no entanto, tudo isso junto continua a parecer muito pouco comparado com o que eu vivo com ela.
Volto a dizer, e podia sublinhar, que estar com ela a tempo inteiro tem sido a melhor coisa da minha vida.

Mas o tempo passa, vamos para férias e, quando chegar a altura de regressarmos, vai faltar pouco tempo para ela completar o seu primeiro aniversário. É altura de retomar as outras áreas que ficaram para trás durante este tempo, até porque o esforço financeiro não pode ser só do N.

Por isso há que ponderar as hipóteses e é aqui que não entendo o país que é o meu e que, também, não trocaria por nenhum.

Em primeiro lugar, ficar a cuidar dos filhos é um trabalho. É uma função útil, nobre, e que trás benefícios não só para os próprios, como também para a sociedade. Não entendo (ou entendo. mas lamento, mesmo assim) que, para a esmagadora maioria das mães, a opção de ficar a cuidar dos filhos até aos três anos (já que essa é a idade em que coincidem as opiniões de pedopsiquiatras, pedriatras, pais, educadoras de infância, and so on, a partir da qual a criança começa a receber benefícios em frequentar um infantário e deixar de estar em casa), que essa opção, dizia eu, não seja sequer uma opção. Nem mesmo no primeiro ano de vida dos filhos. E porquê? Por questões de dinheiro, números. Porque o Estado não reconhece essa tarefa como trabalho digno e efectivo, e digno de ser remunerado.

Não entendo ainda outra coisa.
Quando acabei a licenciatura (no ramo científico. na Universidade do Estado com mais altas médias de ingresso), optei por tirar o mestrado (três anos) em vez do fazer as Pedagógicas (dois anos), porque isso me enriquecia mais, porque satisfazia melhor a minha vontade de aprender mais sobre a área que tinha escolhido, e porque - e isto é determinante! - me foi garantido que, seguindo esse caminho, teria sempre a possibilidade de dar aulas.
Acontece que agora me deparei com outra coisa, bem diferente.
Que não, que não senhor, que não posso nada dar aulas sem ter feito as pedagógicas. E que não importa nada as competências científicas, nem as várias cartas de professores a reconhecerem o mérito, nem as notas obtidas, nem nada de nada.
Não posso, sequer, dar aulas e comprometer-me a fazer as tais pedagógicas que eram dois anos.
E alguém me explica o que faço eu com o curso, se afinal não posso dar aulas, se neste país não há investigação e se não recorrer a uma boa cunha para entrar nos serviços culturais de alguma câmara municipal?!
Ora pois... depois de terem negado aquilo que me foi garantido, pelas leis do país, quando acabei a licenciatura, resta-me fazer o que os professores nos aconselhavam: criem o vosso próprio emprego.
Pois sim! Como se isso fosse fácil...!

Verdade que, por mim mesma, e por conversas como a que tive no fim de semana com ela, e por coisas que leio, eu também preferia trabalhar em casa (ou algo parecido com isso), de forma mais independente, de modo a continuar a acompanhar a Mafalda.
Verdade que sim. Mas lá que não entendo este país... não entendo! A ele... ou ao que têm feito dele!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Agora que é Verão...

Agora que é Verão e que a maioria das pessoas se desliga destas coisas da internet em favor de actividades tipicamente desta época, apetece-me mais escrever aqui. Porquê não sei. Mas imagino que, de entre as várias explicações possíveis, não se deva encontrar a ser do contra.

Escrever coisas assim de rajada, por impulso, sem serem pensadas, na maioria dos casos sem grande profundidade nem importância.
Contra isso está o facto de não estar muitas vezes, agora, à frente do computador.

Não escrevi um bocadinho antes porque estava suspensa, com a intenção de fazer as coisas arrumadinhas, com ordem cronológica e, por isso, arrumar o capítulo do baptizado. Mas o meu computador está contra mim e não me deixa mexer nas fotogarfias (sim, ia deixar aqui, com o texto, uma fotografia - discreta - desse dia). Ou ele está contra mim ou eu não tenho mesmo a miníma queda para estas andanças - que é o mais provável - e o meu tempo é mesmo o do curso que tirei, e nem ter em casa um informático, coordenador de um curso de multimédia, me salva. Enfim... é o meu karma.

E já que o tempo da História parece ser o meu, escreverei sobre o baptizado numa outra ocasião, porque qualquer ocasião é, afinal, boa, para falarmos das coisas que são importantes para nós.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Lembrete

Vir aqui, logo que tenha tempo, e me veja livre de comemorações de casamentos e coisas assim, registar que e M. foi baptizada e que se portou como uma crescida (bom... isto se conseguir não me lembrar que as birras que existiram foram feitas por adultos, e com responsabilidade), que a cerimónia correu lindamente, que o dia estava radioso, embora muito quente, que o almoço também não correu mal, e que tive a ajuda preciosa de duas fadas madrinhas ( não estou a falar dos padrinhos da M.), uma das quais se fartou de tirar fotografias.

Não me esqueço, eu sei.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Melodias


Dizem que devemos dar a ouvir música clássica aos bebés. Estam, cientificamente, comprovados os benefícios, e pediatras, educadores, investigadores... todos são unanimes.
Não sei se o mesmo se aplica ao género que a antecedeu: a música barroca. Não sei, mas sei que eu gosto. E, mesmo não a ouvindo tão frequentemente quanto até gostaria, quando tenho ocasião, faço-o com a M.

Ela própria mais barroca do que qualquer outra coisa (especialmente nas birras que faz), interrompe muitas vezes as sessões de guinchos estridentes e esperneares desesperados e fica quietinha, quietinha, muito atenta à música (como agora), e muitas vezes, ri-se, dá saltinhos e palra, satisfeita.

Gosta, e muito.
Arriscava dizer que o seu compositor preferido é o Johann Pachelbel e aquela música de que eu, há tempo, falei aqui, aquela que parece dar-nos asas e fazer subir aos céus, aquela que nos faz flutuar e ver anjos é, definitivamente, a música dela.
Sim, esta é a música dela! Esta é a música da Mafalda, esta é ela própria, em forma de notas musicais. E acaba de adormecer, tranquilamente, ao colo, a ouvi-la...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A pequena... # 2

A pequena está cada vez maior, sim senhora.
Demora, agora, uma eternidade para comer, e para o fazer tem uma trupe de artistas cómicos que actuam conforme os dias da semana.
Se estiver muito desperta, não quer lanchar. O mesmo se aplica ao pequeno-almoço mas, em compensação, resolveu que nada melhor, durante a noite, do que exigir, ruidosamente, leitinha entre as 4 e as cinco da manhã (onde vão aquelas noites santas que ela dava...??).
Não para de se mexer e de remexer em tudo o que apanha e, no dia da Mãe, resolveu brindar-me, para além da linda rosa branca que o Pai escolheu por ela para mim, com uma brilhante e estrndosa queda da nossa cama (e não é que ela não dava mais do que uma volta sobre si mesmo e, de repente, nessa noite, foi só virar as costas dois minutos, para ela o fazer?!).
Berra se fica sózinha meio ninuto, adormece tardíssimo de noite, acorda cedo e faz umas sestas que não dão nem para escrerver um mail à minha prima, por exemplo.
Faz uma guerra para se deixar vestir, mas fica eufórica quando vê o vestido de baptizado (vaidade feminina, já?!).

Mas está enorme, felicissíma, com umas bochechas que apetecem trincar e a cada dia mais melosa.
Está tudo bem, portanto!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A pequena...

(aos quatro meses)



...está grande! Tão crescida já!..

Pesa-me nos braços (e nas costas, ao fim do dia). Quer colo. Muito colo. E ri. Muito, também. É um doce e, sim, aquela frase feita, para lá de lamecha e pirosa, é verdade: gosto mais dela a cada dia, e não sei como é possível!

O cabelo está mais claro do que quando nasceu.


Já come papa e sopa (muita sopa). E frutinha, em puré, à sobremesa.
Adora sopa.
Não gostou tanto da fruta, à primeira impressão, mas vai-se habituando já.

O tempo não corre: voa!
Já vai tendo horários de gente crescida. Almoço e janta, e dorme a sesta.

Aos quatro meses, pu-la em cima de um cavalo pela primeira vez e, pela primeira vez também, percorreu (bem apoiada) uma pequena (pequenissíma) distância em cima do dito animal.

Não tem medo e demonstra gostar. Toda ela é desenvoltura, à-vontade e alegria.

Temos as férias marcadas e, este ano, volto à minha praia. Este ano já com ela! E parece que volto, eu mesma, a ser pequenina e a ver-me a chapinhar nas pocinhas e a fazer amigas (que, felizmente, mantenho até hoje).
Outra parte das férias, será outra coisa: à maneira do pai. São as cedências necessárias à vida em família.

O baptizado já está marcado. Igreja, padre, padrinhos, dia, hora...
Queria que tivesse sido muito antes. Queria baptiza-la pequenina, pequenina mesmo, ainda deitadinha no meu colo, com o vestido de baptizado do meu avô.
Não foi assim. Ela cresceu, depressa e muito. Claro que é menina de colo, mas gosta de estar de pé, sempre. O tempo passou e o vestido que foi do meu avô serve-lhe ainda, mas não como devia. Já não lhe cai abaixo dos pézinhos.
O vestido não será, pois, o tal vestido do meu avô, que sempre pensei vestir-lhe, anos e anos antes dela nascer, mas um outro, comprado pela madrinha (tia paterna) e, dadas as circunstâncias, mais adequado à fase em que ela já se encontra.

As cedências necessárias, de parte a parte, mais uma vez. Sem que eu compreenda bem os hábitos dele (ou da família de onde é oriundo), e sem que ele entenda bem os meus. Mas com boa vontade de um e outro.

A lista de convidados está definida. E é limitada.
Não é o baprizado que eu queria. Não é a lista que eu queria.
Quero que estejam presentes todas as pessoas que lá estão, mas faltam-me algumas outras.

A pequena, cresce a olhos vistos.
E o tempo não corre: voa...





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Breves

Existem quatro computadores nesta casa, mas apenas um modem de ligação net. E existem o Pai que precisa, por razões profissionais, prioritáriamente dela, e existe uma égua que reclama a atenção que não lhe dei durante a gravidez e os primeiros tempos da Mafalda, e existe a família que existia (que não exige menos do que a égua) e até mais família - pois claro! -, e o resto que se sabe, o resto, que é normal, e, acima de tudo, tudo, tudo, uma filha que é um doce, que me quer para ela, o mais absolutamente possível, todos os minutos de todos os dias (mas dá umas noites santas, o meu tesouro!), e existo eu, que a quero também, mais do que tudo na vida, e que quero agarrar com as duas mãos e muita, muita força, cada momento precioso do crescimento dela, da jovem vida dela, dela, em suma.

Por isso... é assim... as passagens por aqui são, forçosamente, rápidas e, na grande maioria das vezes, silênciosas. Mas sinto-lhe também a falta. É indesmentível. Disto, de vocês.
Por isso... é assim... as palavras por aqui vão sendo assim... irregulares e breves, até que consiga fazer mais e melhor.

Mas uma coisa posso dizer, sem grandes floreados, alongamentos ou figuras de estilo: apesar de todos os precalsos, que, sem excepção, todas as vidas têm, posso dizer que sou feliz, com ela e o pai dela, sou feliz, sim, com eles.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A ler...

A ler isto.
A ler aos bocadinhos. Bocadinhos pequeninos, entre mamadas, fraldas, dar colo à menina...
E que bem que me sabe.

Bilhete de viagem para outra realidade, outro sítio e outro tempo. E, ao mesmo tempo, tão, tão familiar.
Meio fuga, meio reencontro.

Não, não é a primeira rainha de Portugal. Não gosto do título, porque, embora entanda a intenção com que foi escolhido, não é correcto e induz em erro. Mas é um bom livro. Embora não seja um livro de entretenimento.

[E como passei a apreciar mais os bocadinhos que consigo "tirar" para ler, agora que a M. nasceu...!]


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Etapas

A minha menina pequenina, a minha bebézinha, deixou hoje, em definitivo, de usar a alcofa.
Não, não é cedo. Há muito que não queria lá permanecer. Pelo menos não enquanto acordada. Há muito que tivemos de lhe comprar uma espreguiçadeira. Muito antes do que estavamos a contar.
Há muito que lá ficava apertadinha. Muito apertadinha (sim, que o percentil 90, não lhe permitia outra coisa).

Hoje peguei na alcofa e, de impulso, tirei as mantinhas e os lençóis cor-de-rosa, clarinhos, com bordado inglês e fitinhas. Não mais os vai usar. Nem aquele outro, branquinho, com o monograma, que a esperava quando viemos da maternidade. Nem nenhum outro, destes, mais pequeninos.

Peguei na alcofa, corri o fecho, e subi, escadas acima, até às águas-furtadas. Guardei-a ali, até a levar para a lavandaria, antes de a guardar de vez.

Hoje a minha menina pequenina, a minha bebézinha, deixou, de usar o seu pequeneno ninho, feito de encomenda, para ela.
Está a crescer e é bom. Mas fez-me chorar.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Da chegada dela

No pequeno berço transparente que recebeu a minha filha quando nasceu, ao lado deste símbolo (diga-se em abono da verdade que, bonito e, feliz e estranhamente, conservado desde o tempo da fundação), havia escrito um Seja Bem Vinda Mafalda.
Mero pró-forma, dir-me-ão. Seja. Talvez seja mesmo apenas um formalismo simpático, um lugar-comum adocicado, um lampejo de calor humano no funcionamento maquinal das nossas instituições. Talvez seja apenas isso mesmo. Talvez o mesmo seja afixado à cabeceira de todos os recém nascidos em todas as maternidades em solo nacional e não apenas nesta. Mas nesta, e este é o ponto, o Bem Vinda, não está apenas impresso nesse cartãozinho que trouxe para casa comigo como (feliz) recordação de um momento tão importante.
Nesta maternidade, esse Bem Vinda é, realmente, verdade; praticado em cada gesto dos muitos profissionais que lá trabalham.


São muitas as vezes em que nos queixamos. Da vida em geral e das instituições que nos servem (ou deviam servir). Na maior parte das vezes essas queixas são apenas justas. A verdade é que, demasiadas vezes, somos mal atendidos, mal ajudados, mal tratados, mal esclarecidos… Enfim, a verdade é que muitas coisas não funcionam neste país, e quando se trata de estabelecimentos de saúde e, para mais, estabelecimentos de saúde públicos, a panorama é negro.
Mas o contrário também acontece. Afinal existem excepções. Felizes e meritórias excepções. E, nesses casos é justo que o reconheçamos.
Este é um desses casos.


Fui seguida nesta maternidade durante a gravidez. Aqui tive as consultas com uma obstetra que somava as qualidades humanas às profissionais, aqui fiz as ecografias, análises, rastreios bioquímicos, eco cardiogramas, ctg´s. Aqui tive a sorte de me instalar, sem sobressaltos e com calma, antes de iniciar o trabalho de parto (natural e rápido). Aqui, senti-me em casa, no melhor sentido da palavra. Segura com os meios disponíveis, confortável com as instalações, agradavelmente surpreendida com todo o pessoal que lá trabalha, desde obstetras, enfermeiras, anestesistas, serviço de recobro, senhoras da limpeza, senhoras da cantina, seguranças e até a senhora do Registo Civil, desde as Consultas Externas, ao laboratório de análises, às Urgências, ao Bloco de Partos e, finalmente, o Piso 3, onde bebés e mães são recebidos e amparados, na verdadeira acepção dos termos, nos seus primeiros dias.


O rigor com que nos assistem, a simpatia e calor humano, a eficácia com que trabalham, a excelência de todos os serviços é, realmente, inexcedível. Inexcedível e impagável.



O parto foi, de facto muito rápido, o que não significa indolor, mas foi o mais humano que se pode querer. Fui de tal modo bem atendida que quase diria que fui mimada, com festas na mão, palavras de simpatia e afagos.
A Mafalda nasceu bem e saudável. Vi-a nascer, foi logo colocada sobre mim, com aqueles olhinhos muito abertos e interrogadores, cuja imagem permanece na minha memória tão viva como no primeiro minuto, e foi o Pai que lhe cortou o cordão. Mamou logo, ali mesmo, e até no recobro a tive comigo.
Mimadas sim, fomos mimadas. Saudavelmente mimadas. No momento do parto e em todo o internamento.
O cuidado é tal que me telefonaram de lá dois dias depois de termos vindo para casa. O telefonema da praxe, para saber como ia, eu e ela. E para ajudar. Sim, mesmo para ajudar. Durou quase uma hora e aplacou muitas das minhas inseguranças de mãe de primeira viagem, nos seus primeiros dias com a bebé a cargo. Não, não foi um telefonema maquinal, era humano e caloroso, era, por medida, o que precisava no momento.


Tivesse eu a possibilidade de, se voltar a engravidar, ter o bebé em qualquer outro local – um qualquer em todo o mundo – e escolheria este mesmo.


Porque sim, porque há quem mereça agradecimentos; porque o Hospital Dona Estefânia merece. Por esse cartãozinho à cabeceira do berço, por esse Bem Vinda Mafalda, por o terem tornado tão, tão real. Obrigada!

domingo, 4 de janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009

Humm... Dizer o quê, na verdade?!
Não sei bem, admito. Mas 2008 está prestes a deixar-nos e, embora tenha andado particularmente caladinha neste ano, não quiz deixar de marcar a data.

Não faço balanços, aliás, como já não os fazia nos anos precedentes. Dizer o quê?!

Dizer que neste ano fui mãe e que me sinto infinitamente grata pela graça que ela representa. Que me sinto grata à vida, em suma. Muito grata. Mesmo que, por vezes não pareça, mesmo que por vezes me queixe, me lamente, mesmo que por vezes chegue mesmo a chorar.
Tenho uma familia maravilhosa. Sim, eu sei que é um lugar comum, mas é verdade.

Infinitamente grata, sim. Pela Mafalda, e pelo Pai dela. Por ter os meus pais, o meu irmão e os meus avós, por ter amigos.

2008 foi o ano mais atribulado da minha vida, mas também o mais importante. Bem vistas as coisas, e por mais que tenha dito outra coisa: o mais feliz!

Que 2009 seja, para todos, um ano cheio de paz, de saúde e de realização.

Um muito, muito feliz 2009!