quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Breves
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Ilumina-me
Medos
Não tenho medo das ondas grandes no mar. Elas mostram-se, são frontais. Podemos medir-lhes a força e a intenção. Podemos perceber se nos podemos juntar a elas ou se, pelo contrário, são uma ameaça. E mesmo quando o são, estão ali à nossa frente, tal como são. Francas. Com elas sei lidar.
sábado, 10 de novembro de 2007
Creio...
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Eu...
Adenda: Uma amiga insistiu para que referisse que eu não atirava coisas à parede com muita frequência. E é verdade. Fazia-o muito raramente. E que, para além disso, também faço estas coisas de muito boa vontade (irónicamente) quando estou bem disposta. Se bem que, quando estou bem disposta, posso juntar-lhes mais umas tarefas de maior minúncia. E ainda me compete dizer que hoje não estou mal disposta com ninguém, apenas um bocadinho ensonada.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Polaris

segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Lugares
Lá em cima é assim. Chega-se, e é-se recebido primeiro pelos saltos entusiasmados do Soajo, bom e fiel cão de guarda.Durante esse fim-de-semana cuidou das suas meninas. Enquanto ia repetindo que não achava bem que estivessemos ali sózinhas. Levou-me o pequeno-almoço à cama enquanto se queixava que a cama era demasiado grande só para mim. Percebia bem o que queria dizer, mas aquela cama é a mesma onde sempre fiquei. Depois sentou-se na cama, deu-me um abraço demorado e passou-me a mão devagar pelos cabelos. Eu senti-me com cinco anos. Ela riu-se e disse que afinal se eu não estivesse sózinha não se sentiria à vontade para estar ali a dar-me mimo. A sabedoria de retirar as coisas boas de todas as situações...
Ela e aquela casa enorme de granito são uma fortaleza e, o mesmo tempo, um ninho.
E, não muito longe dali, a Lapela, sólida e protectora, agora como no Sec. XII, quando nasceu e foi menina. Quando o Lourenço de Abreu a contruiu, e quando o D. Afonso Henriques lhe deu um destino e uma função, ela protegia de outros males mas, 900 anos depois, continua a estender a sua sombra protectora aos netos de quem lhe deu origem. Outros tempos, outros males...
E o rio Minho, mesmo, mesmo aos seus pés, e a água fria, boa para os peixes. E os seixos que vou pisando até me esquecer do frio da água, e me atirar lá para dentro. No fim de semana passado, o Sol ainda reconfortava com o seu calor à saída da água. Às vezes (quase sempre), acho que aquelas águas são milagrosas.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Tesouros
E levaria sempre esses, independemente do número e das dimensões dos objectos que tivesse oportunidade de salvar.
Um vestido de bebé que me foi dado pelo meu Avô, pouco antes de morrer, que lhe tinha sido dado pela Avó dele, e que ele chegou a vestir.
Um terço que encontrei, acidentalmente, quase completamente enterrado num páteo de cá, e que me foi dito depois que tinha sido da minha Trisavó, de quem herdei o nome.
Uns brincos de ouro, que foram dessa mesma trisavó que, por sua vez, os tinha herdado de uma Avó.
Uma vieira, cuja história não revelo aqui.
E se tudo parece remeter para um passado, encerrado, nada é mais ilusório.
Podia discorrer longamente acerca do que cada um me diz e dá, mas isso, para além de ser demorado, é excessivamente privado para o fazer aqui.
Todos eles, à sua maneira, são bem o contrário disso. Sinal de que existe em tudo uma linha de continuidade, que os caminhos são longos, que tudo é complementar, que há ciclos longos e ciclos curtos, que há uns que se fecham, finalmente. Que há um sentido para as coisas, e que ele, a seu tempo, se tornará claro.
Nestes objectos estão, provavelmente todas as respostas de que preciso, incluindo uma que diz que não vale a pena querer saber tudo de uma vez, nem tentar agarrar o mundo todo de repente, que cada coisa acontece por um motivo e que, a seu tempo, tudo se encaixa num puzzle, finalmente, completo. Um dia...
Eram os objectos que salvaria.
Não eram os mais úteis. Na verdade, do ponto de vista prático, não teriam qualquer utilidade.
Também não eram os mais valiosos. Se excluirmos os brincos, o valor económico de todos eles é absolutamente insignificante. Incluíndo das rendas do vestido, apesar de serem finíssimas rendas trazidas da Flandres, do tempo em que tudo era trazido a cavalo. E mesmo os brincos, não são, de todo, a joia mais valiosa que existe em casa.
Mas são os mais importantes para mim. Os que me fazem falta. E cada um de nós, lá terá os seus tesouros, os principais dos quais nem serão visíveis.
Renascimentos
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Do fim-de-semana
E uma amiga que é uma verdadeira irmã.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Eternum
Ouço-a, como sempre, desde há tanto tempo que nem tenho já memória, de olhos fechados. E vejo sempre luz, uma luz muito brilhante, e um céu muito azul e as asas de um anjo por cima de nuvens fofas e brancas. Sempre isto. E acho sempre, enquanto a música não acaba, que estou a subir para lá, para esse céu muito azul, e essa luz muito brilhante, na companhia desse anjo, a quem nunca vi o rosto. E a paz, a leveza... são indescritíveis.
Mas hoje queria ouvir esta música sem parar, entrar na Igreja de Santa Maria Maior, em Barcelos, atirar-me para o chão em frente à imagem da Nossa Senhora da Franqueira e desfazer-me em lágrimas até à última célula, ao último átomo. E entranhar-me para sempre, invisível, naquele chão.
E a alma, finalmente leve, que seguisse esse anjo e não voltasse nunca.
Porque há momentos em que não podemos mais e eu não consigo mais fingir o contrário. Aceito a minha fraqueza e rendo-me.
[Quase] Exclusividades
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Aldeia
Vão lá ver o post do dia 27 de Setembro, deste senhor, e depois digam que não é assim.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Das vindimas
Este ano não há fotografias destas, o ano não nos brindou com esta metamorfose das folhas de verde para vermelhos brilhantes.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Eu e o CCB

Eu até lá ia muito nos primeiros tempos; eu até ia lá ver as exposições de que uma amiga foi guia, e outras. Eu até da papelaria do piso de baixo gostava, e adorava comprar papéis onde depois não escrevia, por os achar tão bonitos. E gostava até daquele jardim no terraço que dá para o lado do Tejo, excelente para tagarelar com as amigas em fins de tarde de tempo ameno.
Gostava, e gosto.
Mas confesso que nos últimos tempos a minha relação com o CCB parece não ser a mesma.
Em Fevereiro tive uma experiência do outro mundo, ao ir visitar a Besphoto.
Recomposta do trauma, andava a pensar que tinha de ir ver a exposição do Berardo. Andava a pensar, mas nem sequer tinha pensado numa data. Aconteceu por acaso, havia tempo, e foi no outro fim de semana.
Não foi nada de comparável com a experiência da Besphoto, mas confesso que foi uma desilusão. Não é traumático, mas não me conquistou, nem perto disso. A parte mais interessante da exposição foi a surpresa de não termos de pagar a entrada, e o pézinho da pessoa que me acompanhava dentro do lago, à saída.
Confesso que estou a ser exagerada. Até lá tem uns Picassos (mas gostei mais dos que vi numa exposição da Gulbenkian, há uns anos), e mais algumas outras coisitas que não desgostei. Mas fiquei desiludida.
Estava até um bocadinho preocupada comigo, por julgar que o mal só podia ser meu, que aquilo devia ser, indiscutivelmente, uma maravilha, mas que eu estava a ficar embrutecida para a arte. Depois, respirei fundo quando ela classificou a coisa como coisa-um-bocadinho-mediocre-do-Berardo. Afinal, não sou só eu.
Até acho que a exposição deve ser visitada. Nestas coisas acho que devemos sempre ver com os nossos olhos. E mesmo quando não ficamos conquistados, acho que ganhamos em ver, em conhecer coisas novas, em expormo-nos a novas correntes, enfim, acho que só há vantagens.
Ah! É que eu até nem sou fã por aí além de arte contemporânea, confesso. Sobretudo no que diz respeito à pintura (mas abro grandes excepções, porque há, de facto, grandes pintores, até nacionais e vivos) e um nadinha (mesmo nadinha) a um certo tipo de escultura e dança. Nas outras áreas das artes até acho que estamos a viver um bom momento.
Mas em compensação adoro outras épocas, tenho uma predileção acentuada pelos impressionistas e perco-me de amores pelo Monet.
